Guia de Estudos - 2018
Eficácia dos testes
Todos os anos, 115 milhões de animais
são usados em pesquisa em todo o mundo. E anualmente, mais de 100 milhões de
animais sofrem e morrem em função de química cruel, drogas, alimentos e testes
de cosméticos, aulas de biologia, exercícios de treinamento e experiências
médica, muitos desses testes não são obrigados por lei, e muitas vezes produzem
resultados imprecisos ou enganosos. Porém o uso de animais está presente há
muito tempo na pesquisa médica e é obrigatório no desenvolvimento de
medicamentos, que proporcionaram o desenvolvimento de vacinas, hormônios e
tratamentos eficazes contra epidemias e podem no futuro trazer a cura para a
AIDS e o Alzheimer. Desse modo é necessário o questionamento: Como estaria o
desenvolvimento científico sem tais procedimentos? Os testes alternativos
possuem a mesma eficácia?
Impactos ambientais
A utilização de animais silvestres e a
importação de animais exóticos para laboratórios de outros países causam
enormes impactos ambientais, comparáveis até aos acusados pela irradiação solar
através de buracos na camada de Ozônio. Todavia, conforme está presente no
artigo 225, § 1º, VII, da nossa Lei Maior, cabe ao Estado proteger a fauna e a
flora, e punir as práticas que coloquem em risco sua função ecológica,
provoquem a extinção de espécies ou submetam animais a crueldade. Como
fiscalizar com maior rigor tais práticas? É possível o desenvolvimento, em
qualquer aspecto, sem que haja qualquer tipo de impacto ambiental?
Uso de testes em animais
na indústria da beleza
O uso de testes em animais na indústria
de cosméticos é considerado por muitos uma futilidade, além do fato de que,
nesse ramo as simulações de reações das composições químicas são mais fáceis de
serem reproduzidas. Porém sabe-se que um produto de beleza não testado pode
causar danos irreversíveis, como por exemplo má formação do feto em gestantes.
Em países da união europeia, Reino Unido, Israel e Nova Zelândia já foi
proibido o teste em animais para cosméticos, já no Brasil, a proibição de tal para
muitas metodologias que envolvem a análise de risco toxicológico desses
produtos já está determinada para o ano de 2019. Além disso, no Estado de São
Paulo, empresas são proibidas de realizar testes de cosméticos em animais desde
janeiro de 2014, sob pena de multa de até R$ 1 milhão por cada animal utilizado
como cobaia. A partir de tais afirmações chegamos ao questionamento: Faz-se
necessário o uso de testes em animais para a indústria de cosméticos? Seria
possível e eficaz utilizar métodos alternativos?
Vivissecção
É a prática de utilizar um animal vivo
com o propósito de realizar estudos, ou seja, utilizá-los para realizar testes
laboratoriais (testes com drogas, cosméticos, produtos de limpeza e higiene),
práticas médicas (treinamento cirúrgico, transplante de órgãos), experimentos
de psicologia (privação materna, indução de estresse), experimentos
armamentistas /militares (testes de armas químicas), testes de toxidade
alcoólica, tabaco, dissecação e muitos outros. A vivissecção é fundamental no
estudo de diversas doenças e tratamentos médicos, com isso, é necessário
questionar: Como conseguiríamos observar o comportamento de certas substâncias
e células sem esses testes? Qual a garantia que os resultados obtidos com os
animais também se estenderão aos humanos?
CONCEA
Com o objetivo de evitar abusos, usos
indevidos e maus tratos foram sancionadas, em 2008, a Resolução nº 879/08 do
Conselho Federal de Medicina Veterinária e a Lei Federal nº 11.794 (conhecida
como Lei Arouca), que regulamentam o uso de animais, abrindo um novo capítulo
no ensino e na pesquisa científica do Brasil. Na Lei Arouca, estabelece-se a
criação do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA),
responsável por credenciar instituições que criam, mantêm e/ou utilizam animais
destinados a fins científicos, e estabelecer normas para o uso humanitário e
cuidados devidos com os animais de experimentação. Tal conselho possui
efetividade no Brasil? Quais parâmetros devem servir de base para a
fiscalização e a punição por parte do conselho?

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